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09 Fevereiro 2010

Humildade

 
Aprenda a desejá-la


Agência Unipress Internacional 
Nilbe Shlishia

Muitas pessoas não entendem o que é, de fato, ser humilde, associando esse comportamento à passividade, que, por sua vez, é constantemente ligada à baixa-estima e à autocondenação. 

O entendimento errado do que é ser humilde leva inúmeras pessoas a acreditarem que são incapazes. A verdadeira humildade compreende respeito e consciência de que existe uma verdade absoluta e perspectivas maiores que precisam ser consideradas. 

Quem tem a qualidade de ser humilde não é fraco nem passivo, mas confiante. Compreende os seus limites vencendo os obstáculos através da fé, pois somente assim entende quem pode ser, sem se cobrar se é pior ou melhor que o outro, e jamais subestimar a sua própria capacidade ou a de qualquer outra pessoa. 

Se uma pessoa se julga forte ou capaz de realizar algo, faz bem pensar que pode ser útil e importante com sua capacidade de servir. Enganam-se aqueles que pensam que ao se diminuírem agradam o coração de Deus. A auto-estima precisa estar fortalecida para que, no dia da tribulação, a pessoa saiba que pode lutar e vencer todas as coisas, acreditando na providência de Deus. 

É preciso ser humilde para aprender a escutar, pois até mesmo uma criança com toda a sua inexperiência de vida é capaz de ensinar coisas maravilhosas para os adultos. Reconhecer falhas também é um passo importante para o crescimento espiritual e emocional. 

Não existe um ser humano que retenha toda a sabedoria. Uma pessoa que se julga verdadeiramente humilde precisa estar sempre aberta a adquirir conhecimento, sem discriminação de cultura ou grau de instrução. Reconhecer que uma informação importante que lhe acrescenta conhecimento pode vir até de uma criança de colo, com um simples gesticular.



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08 Fevereiro 2010

Perca a vergonha


Timidez pode ser uma pedra de tropeço em sua vida


Agência Unipress Internacional 
Nilbe Shlishia

Embora não tão comum quanto no passado, a timidez ainda continua destruindo muitos relacionamentos e impedindo que outros aconteçam. Muitas vezes se manifesta por uma gagueira, um disparo no coração, medo e até mesmo uma crise de tremedeira. Isso tudo pode atrapalhar, e muito, um relacionamento. Algumas pessoas não ousam nem começar, por medo de não conseguir se controlar. 

O Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) possui um Centro de Estudos da Timidez e do Amor que tem ajudado inúmeras pessoas a se relacionar melhor. Muitos, inclusive, têm chegado ao matrimônio. 

De acordo com o professor Ailton Amélio da Silva, coordenador do Centro de Estudos da Timidez e do Amor, pelo menos 50% das pessoas não só são tímidas, como vítimas de sintomas como gagueira, coração disparado, aumento da pressão sangüínea, tremedeira, vergonha e medo de serem rejeitadas. 

Segundo ele, todas essas reações acabam atrapalhando o início de um relacionamento amoroso, que poderia ser bastante diferente se não houvesse toda essa pressão psicológica. 

Para o coordenador, a pessoa tímida constrói uma tragédia em torno de pequenas tentativas; o medo de se expor é tão grande que ela acaba deixando de agir, empobrecendo assim seu comportamento. 

O pesquisador aponta, como um primeiro passo no tratamento, a libertação do medo de ser rejeitado. A preocupação do que o outro vai pensar vem logo depois. Todos os passos são acompanhados por psicólogos. 

O professor acredita que o ser humano foi feito para se casar, pois tem a necessidade de ter alguém para conversar, morar junto, dividir os acontecimentos importantes da vida. "O relacionamento afetivo é necessário. No geral, se a pessoa não tem uma relação amorosa, sua vida acaba ficando muito pesada. 

Cerca de 92% das pessoas do mundo inteiro se casam pelo menos uma vez; e quem não se casa, com algumas exceções, começa a se comparar com os outros e a sentir solidão. Além disso, a sociedade impõe uma série de rótulos às pessoas solteiras. Temos mecanismos que se realizam junto com outra pessoa, alguém para confiar", diz Amélio da Silva. 

O serviço prestado pelo Centro de Estudos é gratuito e as inscrições são permanentes, sendo a finalidade do atendimento o estudo acadêmico.


De volta à rotina


Retorno das férias pode ser um problema para muita gente


Agência Unipress Internacional
Por Tatiana Alves




Acordar tarde, tirar uma soneca a qualquer hora do dia, assistir a filmes até altas horas e sair sem ter hora para chegar passa a ser a “rotina” de muitas pessoas durante as férias. O problema é que ela só dura um mês e, ao voltar às atividades habituais, muita gente enfrenta sérios problemas para entrar no ritmo. 

A psicóloga Luzia Pacheco aconselha que, mesmo que a família ainda esteja viajando, duas semanas antes da volta vá retomando a rotina aos poucos. “Procurar acordar e dormir mais cedo e fazer as refeições dentro dos horários da rotina diária são algumas das dicas.” 

A analista de sistema Elaine Vieira, de 29 anos, tem sentido na pele a dificuldade do retorno das férias. “Os primeiros dias são difíceis, pois o corpo está acostumado a não acordar tão cedo e não há preocupação quanto à hora de dormir, já que nas férias dificilmente você tem hora certa pra acordar.” 

A especialista explica que a adaptação não é instantânea. E é comum levar alguns dias para se ajustar. “As férias acabaram e só o que resta é o gostinho de quero mais. Mas nada como um dia após o outro para entrar no pique”, ressalta. 

Algumas dicas: 

- Volte à rotina habitual evitando grandes esforços nos primeiros dias; 

- Não ceda à fome fora de hora ou a fugidinha para um cochilo durante o expediente. Você pode levar mais tempo para se adaptar ao ritmo de trabalho; 

- Dormir pelo menos sete ou oito horas por noite é excelente para se ter energia durante o dia; 

- Planeje com cautela suas atividades na primeira semana de trabalho e vá aumentando de forma gradual até atingir o ritmo normal.


Quando não há outra opção

Cansado de ouvir e contar histórias, Gideão e o seu povo viviam trancafiados em cavernas, com medo de tudo e de todos; porém, um dia, ele resolveu sair e pôr a salvo o pouco que lhe restava. 

Indignado, Gideão não agüentava mais trabalhar exaustivamente e, na hora de colher, ver seus inimigos usufruindo o que ele tinha por direito. 

É exatamente assim que muitas pessoas têm vivido hoje. Tentando administrar o pouco que conquistam, ficam presas, por isso não saem do lugar. E quando conseguem algo, ainda estão arriscadas a perder, pois surge uma série de problemas, seja no aspecto físico, profissional, familiar, entre outros. 

A verdade é que se elas fizerem um paralelo entre a vida que levam com a de Gideão, perceberão claramente que em nada diferem. 

Realmente é inaceitável, amigo leitor, porque o Deus que servimos é imensamente maior que todos os seus inimigos. 

Foi em meio a esta revolta que Deus apareceu para Gideão, fazendo um pedido específico: o segundo boi, que representava tudo o que ele tinha naquele momento, ou seja, o sustento da sua família e de seu povo. 

Observe que Deus não deixou nenhuma opção a Gideão, pois Ele não lhe pediu “qualquer” boi, mas “o segundo”, considerado – na ocasião – a sua esperança, o seu futuro. 

Em contrapartida, Gideão não hesitou, nem contestou ou se entristeceu, tampouco olhou para a sua condição. A revolta que ele trazia dentro de si o motivou a obedecer, tomar uma atitude, porque se ele contestasse o pedido de Deus e agisse de acordo com as circunstâncias, certamente perderia mais uma vez para os seus inimigos. E o que é pior: arriscando-se a perder a própria vida. 

A verdade é que não basta ter fé em Deus, é preciso manifestá-la através de atitudes, exatamente como fez Gideão. Ele reclamou com Deus, esbravejou, mas quando Deus pediu o que queria, ele não duvidou, obedeceu. 

Diz a Bíblia que Gideão fez como o Senhor lhe dissera (Juízes 6:27) e Deus Se materializou em sua vida de forma grandiosa, concedendo-lhe a vitória sobre os midianitas. 

Se você realmente está nesta fé, revoltado, querendo ver as maravilhas de Deus materializadas em sua vida, faça como Gideão, porque a vitória que você almeja depende da sua obediência. 

Bispo Romualdo Panceiro 

13 exemplos de boas e más maneiras ao redor do mundo



13 exemplos de boas e más maneiras ao redor do mundo
                                  Publications Ltd.
Não arrote. Coma tudo que estiver no prato. Aperte com força a mão na hora de cumprimentar. Reconheça o bom serviço prestado dando uma gorda gorjeta. Sabe isso tudo que você aprendeu sobre boas maneiras? Pode esquecer, dependendo do lugar para onde você for. O que é sinal de educação no Brasil pode ser visto como uma ofensa do outro lado do mundo – ou não tão longe assim. Veja nesta página e nas próximas alguns exemplos das diferenças culturais que se refletem nas boas maneiras.

1 – Comeu bem? Então arrote!

Na China, em Taiwan e em boa parte do Extremo Oriente, o arroto é considerado um cumprimento ao chefe de cozinha – e indica que a pessoa comeu bem e apreciou a refeição.

2- Cuidado com os pés.

Na maior parte do Oriente Médio e do Extremo Oriente é considerado um insulto apontar os pés para outra pessoa – especialmente a sola do sapato, que jamais deve ser mostrada. Nunca se devem colocar os pés para cima.

3- Mais do que um pedaço de papel.

Na maioria dos países asiáticos o cartão de visitas é visto como uma extensão da pessoa. Daí que dar pouco valor ao cartão – dobrando-o, escrevendo nele ou guardando-o sem olhá-lo com atenção – equivale a desrespeitar quem o ofereceu.

4- Saindo do aperto.

É meio estranho um aperto de mãos mole – dá a impressão de pouca disposição por parte de quem cumprimenta. Só que em boa parte do Oriente – e em particular nas Filipinas – um aperto de mão mais forte, daqueles de esmagar os ossos, é entendido como uma agressão, equivalente a apertar qualquer outra parte do corpo.

5- Guerra dos sexos.

Judeus ortodoxos não apertam as mãos de mulheres, e muçulmanas fervorosas não apertam as mãos de homens. Para tornar tudo mais complicado, um homem muçulmano aperta as mãos de uma mulher que não seja muçulmana. Mas no geral as pessoas desses dois grupos evitam tocar em pessoas do sexo oposto que não sejam de suas famílias.

6- Em pratos limpos.

Num jantar na China nunca tente limpar o prato para dar mostras de boa educação. Quem oferece o jantar pode ser visto como rude se não se mantiver enchendo seu prato. Para demonstrar o reconhecimento pela generosidade de seu anfitrião, deixe um pouco de comida a cada prato servido.

7- Dá um dinheiro aí…

No Japão e na Coreia as gorjetas são consideradas um insulto, e não um cumprimento. Para japoneses e coreanos tradicionais aceitar gorjeta equivale a mendigar – mas isso já começou a mudar, graças à maior presença de ocidentais com seus costumes.

8- Contando nos dedos.

O sinal de OK, com o indicador e o polegar fazendo um círculo e os outros dedos levantados, é bem aceito nos EUA, mas na Alemanha e na maior parte da América do Sul é visto como uma das ofensas mais graves – mandar o sujeito tomar naquele lugar… Já na Turquia o gesto equivale a chamar alguém de homossexual. No Brasil o OK vem ficando cada vez mais OK, com a adoção do gesto americano, feito só com o dedo médio para cima.

9- Paz e guerra.

No Reino Unido, o V de vitória, usado também como símbolo da paz, vira convite para uma briga se for feito com a palma da mão virada para dentro. É o mesmo que o OK que não é OK, ou o dedo médio mostrado para quem se quer ofender.

10- Mão boba.

Na Grécia é extremamente ofensivo fazer qualquer sinal que mostre as palmas das mãos abertas. Não se deve acenar mostrando a palma da mão, nem levantar a mão  aberta para faze alguém parar. Para dar tchau na Grécia é preciso apontar a palma da mão para dentro, como faz a família real…

11- Pés descalços.

No Japão e em outros países da Ásia – e também em alguns da América do Sul – é obrigatório tirar os sapatos ao entrar na casa de alguém. E na Europa é de bom-tom perguntar se é melhor tirar os sapatos. Não há segredo aqui – é só uma questão de limpeza.

12- Chiclé fora da lei.

Muita gente acha feio mascar chiclé. Na França, na Suíça e em Luxemburgo isso é visto como algo vulgar. E Cingapura vai além de muxoxos – lá é ilegal mascar chiclé desde 1992, quando o povo se cansou de ter que raspar da calçada a goma mastigada e cuspida.

13- De canhota.

Na maioria dos países árabes a mão esquerda é considerada suja, o que torna extremamente grosseiro usá-la para cumprimentar alguém – tanto com um aperto de mãos quanto acenando. Também é falta de educação passar comida para alguém usando a mão esquerda. O motivo? No deserto, sem papel higiênico, as pessoas se limpavam com a mão esquerda. Como não havia água para lavá-la depois, a sujeira era removida na areia. Enquanto isso, a mão direita era mantida sempre limpa.